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Saiu na Mídia

  16/01/2015 

HGF: MP instaura procedimento administrativo

Fonte: OPovo, 16/01/2015

A promotora de Justiça e Defesa da Saúde Pública, Isabel Porto, instaurou um procedimento administrativo contra o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), por conta do fechamento da emergência nesta semana. Segundo a promotora, o procedimento foi recebido pelo hospital no último dia 12, data em que a emergência da unidade fechou as portas para novos pacientes. O HGF, no entanto, informou que não recebeu o procedimento.

Segundo Isabel Porto, o documento tramita na Promotoria de Saúde Pública do Ministério Público Estadual (MP) e pede ao titular da Sesa, Carlile Lavor, e ao diretor do HGF, Zózimo de Medeiros, que passem informações sobre o fechamento da emergência. O prazo é de cinco dias, a partir do recebimento do documento. A decisão de suspender o atendimento no hospital, segundo a assessoria de imprensa do HGF, se deu pela lotação. Somente na emergência, havia 64 pacientes sendo atendidos.

Uma funcionária do hospital, que pediu para não ser identificada, contou ao O POVO que havia pacientes em macas instaladas até no corredor que dá acesso à lanchonete. Segundo ela, os médicos da unidade fizeram a recomendação de não receber mais pacientes e o diretor acatou.

Pacientes

A dona de casa Edilene Maria dos Santos, 41, acompanhava a vizinha Maria de Sousa, 58, na unidade pela segunda vez. Passando por um problema de pressão, a vizinha de Edilane não conseguiu atendimento no HGF porque encontrou a emergência da unidade fechada.

Ela esteve novamente hospital na tarde de ontem para receber o atendimento. “Acho um absurdo um hospital desse fechar. Ela tem problema grave de pressão alta e chega aqui, manda procurar outro hospital?”, reclama.

A diarista Maria Cilene Pinheiro, 42, também trabalha há 12 dias como acompanhante de pacientes no HGF. Ela afirma que a situação no hospital chegou ao ponto de não haver espaço para a passagem de pessoas pelos corredores. “Mesmo assim, acho errado fechar a emergência”, conta.

Reportagem de Agélica Feitosa no OPovo de 16/01/2015

Última atualização: 16/01/2015 às 09:13:25
 
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Comentários

Enviado por paula gomes em 16/01/2015 às 20:05:18
Os médicos não estão errados ao impedir novos clientes, pois ao aceita-los fica na responsabilidade dele manter o cliente vivo. a culpa é do sistema de saúde que não dá prioridade aos doentes. como aceitar uma parturiente se não existe nem maca nem cama para recebe-la? e cadê o HM, que disseram que era para desafogar o hgf? e o hpm, que o povo só dorme a noite? não tem condições de receber mais do que três pacientes. isso é uma vergonha!
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