FacebookYoutube RSS
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Notícias

  21/02/2019 

A Reforma que ataca trabalhadores e quer deixar o pobre cada vez mais pobre

 
Se você ganha menos de dois salários mínimos, você deve conhecer o PIS/PASEP, aquele abono anual destinado aos trabalhadores para complementar a renda. Mas para cerca de 90% dos que são beneficiados atualmente, esse abono pode estar com os dias contados. Esta é uma das maldades previstas na proposta de Reforma da Previdência entregue nesta quarta-feira, 20/02, pelo presidente Jair Bolsonaro, ao Congresso para votação. Só esta maldade já afeta em cheio uma grande parcela dos trabalhadores da saúde do nível médio, que se enquadram nesta faixa salarial, ganhando mais que um salário mínimo e menos de dois.
Só no Ceará, são milhares de trabalhadores na categoria, que podem perder o abono de um salário mínimo anual caso a tal reforma seja aprovada.
 
E as maldades não param por aí. A proposta prevê contribuição de 40 anos para o trabalhador ter acesso à aposentadoria integral e aumenta a idade mínima para ter acesso ao benefício: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. A idade mínima para se aposentar deve aumentar a partir de 2024. E daí em diante, a cada quatro anos.
 
Para os trabalhadores da iniciativa privada, o tempo mínimo de contribuição que era de 15 será de 20 anos. Com este tempo de contribuição, o benefício será de 60 por cento da média de todas as contribuições ao longo da vida, corrigido pela inflação. A partir daí, o benefício subirá dois pontos percentuais a cada ano adicional de contribuição. Com isso, o valor integral só será alcançado com 40 anos de contribuição, se o trabalhador viver até lá, é claro. É tipo uma missão impossível.
 
E as maldades contra a população mais pobre não param. Para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos e pessoas com deficiência, a Proposta de Emenda à Constituição estabelece que ele só continuará sendo de um salário mínimo para deficientes e para idosos em condição de miserabilidade a partir dos 65 anos. Para os demais, a renda mensal evoluirá ao longo das idades: a partir dos 60 anos, o benefício será de 400 reais, subindo a um salário mínimo aos 70 anos. Dá pra imaginar uma pessoa idosa e pobre vivendo com 400 reais mensais? 
 
E tem mais! Quem precisar se aposentar por invalidez, não terá direito à aposentadoria integral como ocorre hoje e sim de 60% da média dos salários de contribuição com acréscimo de 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos.
 
Pensionistas também terão perdas. Pela proposta, o valor da pensão por morte ficará menor tanto para trabalhadores do setor privado quanto para o serviço público. O benefício será de 60% do valor mais 10% por dependente adicional. Assim, se o beneficiário tiver apenas um dependente, receberá os 60%, se tiver 2 dependentes, receberá 70%, até o limite de 100% para cinco ou mais dependentes. Hoje, a pensão por morte é de 100% para segurados do INSS, respeitando o teto de R$ 5.839,45. Para os servidores públicos, além deste percentual, o segurado recebe 70% da parcela que superar o teto.
 
E sabe aqueles aposentados que, para complementar a renda, voltam ao batente para ajudar no orçamento? Pois bem. Pela proposta de Reforma desse Governo, esses trabalhadores não terão mais direito de receber pagamento de rescisão, nem os 40% de multa do FGTS e as empresas não precisarão mais recolher o FGTS.
E tem ainda uma outra maldade, que não está bem clara, que é a criação do sistema de capitalização como alternativa ao sistema atual. Algo tipo uma poupança que o empregado fará para financiar a própria aposentadoria. Um mal negócio com certeza. Para os trabalhadores, é claro!
 
E esta maldade que ainda não foi detalhada na proposta é o presente de grego para os mais jovens, que ainda não ingressaram no mercado de trabalho. Esse sim vão sentir na pele o peso de um sistema egoísta e cruel. Mas isso pode ser evitado! Com mobilização e resistência! Nas ruas, nas praças, em todo lugar. É preciso se rebelar contra esta reforma nefasta, que simplesmente quer eliminar os pobres e beneficiar os bancos com seus planos de previdência privada, prometendo aposentadorias felizes e fartas a quem puder pagar.
 
Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará
Última atualização: 22/02/2019 às 15:57:31
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome
Nome é necessário.
E-mail
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

 

SINDSAÚDE CEARÁ
Rua Padre Mororó, 670 - Centro
Fortaleza - Ceará  |  CEP 60.015-220

(Quase esquina com Rua São Paulo)

 

Fone: (85) 3212-4577  |  E-mail: contato@sindsaude-ce.com.br
www.igenio.com.br
CTB CNTS