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Saiu na Mídia

  21/08/2014 

Hospital Walter Cantídio alcança marca de mil transplantes

O Serviço de Transplante de Fígado do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) alcançou, esta semana, a marca de mil transplantes realizados. O procedimento, conduzido pela equipe do cirurgião Huygens Garcia na última segunda-feira, durou cerca de seis horas. O paciente de 63 anos é do sexo masculino e veio de Belém (PA) há quatro meses, diagnosticado com cirrose de causa desconhecida, associada a um nódulo maligno de estágio inicial.

Através da parceria entre o HUWC e a Central de Transplantes do Estado do Ceará, foi possível, em tempo hábil, viabilizar o trajeto do órgão – doado de paciente de 73 anos falecido de causas naturais, na Região do Cariri. O feito ocorre 12 anos depois do primeiro transplante de fígado ser realizado pelo Hospital Universitário, em maio de 2002.

Todo o processo ocorre em três etapas: a captação do órgão doado; a retirada do fígado doente – que requer cautela para evitar complicações, como sangramentos; e o implante do novo fígado, com todas as suas conexões para que o “novo” órgão receba sangue e inicie sua função.

“Até a total implantação, não temos certeza de que o órgão vai funcionar, então uma alegria que sentimos é quando vemos o fígado funcionando. Em 5% dos casos, isso não acontece e não se sabe o porquê. Nesses casos, é necessário retransplantar o órgão com urgência”, explica o cirurgião João Batista Marinho, que deu início ao transplante de número mil.

“Esse momento representa uma grande satisfação. Somente este ano, até agora, já fizemos mais de 90 transplantes e ficamos felizes em poder propiciar condições de tratamento a essa população que apresenta uma doença grave no fígado, uma vez que, até pouco tempo, não havia esse recurso aqui no Ceará e o paciente precisava se deslocar até São Paulo. Cerca de 60% dos pacientes que transplantamos são de outros estados e recebemos em torno de 15 novos pacientes a cada semana”, afirma Huygens Garcia.

Huygens Garcia destaca a realização do transplante intervivo, quando apenas parte do órgão de um doador vivo é transplantado no paciente receptor. Isso ocorre, por exemplo, em crianças, pois se encontram poucos doadores para essa faixa etária. “Muitas vezes, a quantidade do doador falecido não é suficiente para suprir a demanda e, em casos especiais, parentes de primeiro grau como pai, mãe e irmãos podem doar parte de seu fígado para aquele membro da família”, diz.

Serviço

Hospital Universitário Walter Cantídio

Onde: Rua Capitão Francisco Pedro, 1290 - Rodolfo Teófilo

Telefone: (85) 3366 8167(85) 3366 8167

Site: www.huwc.ufc.br

Saiba mais

O Centro de Transplante de Fígado do Ceará se consolida como principal centro transplantador no País. Recentemente, foram divulgados os números do primeiro semestre de 2014 e o HUWC continua sendo o maior centro de transplante de fígado do Brasil. Apenas no primeiro semestre, a equipe realizou 71 procedimentos, enquanto o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizou 56 e o Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP), considerado o maior da América do Sul, registrou 51 transplantes .

O transplante intervivo ainda não tem data para ser iniciado no HUWC. Porém,com a conclusão dos novos leitos de UTI será possível colocar em prática essa nova modalidade.

Fonte: O Povo

Última atualização: 21/08/2014 às 11:38:24
 
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